Patrícia Santos - Palestras e Cursos

Um Conto de Natal

Sempre quis ter um Relógio Cuco.

Daqueles com passarinho que de hora em hora aparece e entoa suas profundas reflexões sobre a vida.

Saí e comprei um para a minha esposa. Considerei que, como ela em geral não gosta muito dos presentes de Natal que lhe dou, e como sou sempre eu quem – no final, acaba ficando com eles, o mais aconselhável seria, daquela vez, escolher logo um presente que me agradasse; assim, depois da festa, teríamos em casa pelo menos uma pessoa sinceramente agradecida.

Depois de muito procurar, acabei encontrando um modelo mais “econômico” e considero que fiz um “grande negócio”!

No fundo da caixa da embalagem, havia dois papelinhos que diziam: ” Made in South Korea”, dizia um, e “O interior deve ser montado”, dizia o outro.

De dentro da embalagem de meu cuco, tirei cinco sacos plásticos de cacos – o chamado “interior” a ser montado.

Modéstia à parte, montei o “interior” sem que sobrassem peças e pendurei o relógio na parede. Perfeito! Era a primeira vez em toda minha vida que conseguia dar conta de uma tarefa tão complexa!

Chegou a hora. A portinha se abriu. O passarinho não saiu.

cucoObservei o “interior” do cuco e, com o auxílio de um furador de gelo e de um pauzinho de restaurante chinês, consegui soltar o cuco, que havia se estrangulado com uma mola. Devo ser o único homem do planeta que teve coragem de matar um passarinho de relógio.

E já podia ouvir o diálogo, na noite de Natal:

– É para você querida, um Relógio Cuco. O cuco morreu!

Pois foi exatamente o que aconteceu. Contei-lhe toda a história e ela riu muito. E até guardou o presente, com o cuco morto e tudo, por um bom tempo. E durante os Natais, quando nos reunimos com os amigos, essa história é relembrada e todos riem. Minha mulher olha para mim e pisca e eu olho para ela e pisco.

É, continuo sem o Relógio Cuco, mas para sempre ficou a lembrança de que o verdadeiro cuco da história, não era aquela engrenagem emperrada que havia dentro do relógio. Mas sim, a tal mensagem que vinha colada no fundo da embalagem. Aquela que avisava: “O interior deve ser montado”.

 

Esta mensagem, é para que não esqueçamos que precisamos constantemente “montar” o que há de melhor em nós, e encontrar o nosso lugar, no quebra-cabeça das nossas relações pessoais e profissionais, onde o todo é muito mais do que a soma das partes.

 

( Robert Fulghum)

Ilhas Salomão

” Nas Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, os nativos descobriram um jeito inusitado de derrubar árvores. Se algum tronco é grosso demais para ser abatido a machado, os nativos o cortam à gritos. Lenhadores dotados de poderes misteriosos sobem na árvore de manhã bem cedinho e, de repente, põe-se aos berros. E durante 30 dias, continuam berrando. A árvore morre e cai por terra. A explicação, dizem eles, é que, com a gritaria, matam o espírito da árvore e , ainda segundo os nativos, o método nunca falha.

Pobres inocentes e ingênuos! Como são pitorescos os hábitos da Selva! Imaginem só, derrubar árvores no grito… Que coisa mais primitiva! Que pena que não tenham ainda conquistado as vantagens da tecnologia moderna e da ciência!

E eu? Sim, grito com a minha mulher, grito ao telefone e grito também com o meu aparelho de cortar grama. Berro com a televisão, com o jornal, com os meus filhos. Até fui visto, de punhos cerrados, berrando contra os céus.
Meu vizinho vive gritando com o seu carro.
E para que serve tanta gritaria?
Sim é possível que os nativos da ilha tenham feito uma grande descoberta: seres vivos em geral, gente, árvores, são extremamente sensíveis a gritos. Gritar nestes casos, pode acabar matando o espírito que há em cada ser vivo. Com paus e pedras podemos partir ossos, mas com palavras partimos os corações.”

Lembre-se: comunicação é a base dos relacionamentos.
As palavras devem ser suaves, pois os argumentos é que devem ser fortes.
A Qualidade do seu ambiente de trabalho  e da sua casa começa pelas suas atitudes consigo e com os demais.

Sucesso em sua vida.

Sempre existe um plano “B”

Certo dia, quando voltava do trabalho depois de um dia daqueles, notei que havia pessoas dentro da minha casa, me roubando. Imediatamente liguei para a polícia, mas me disseram que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar naquele momento, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Desliguei o telefone e um minuto depois liguei de novo:
– Olá, – disse eu – Eu liguei há pouco porque havia pessoas roubando a minha casa. Já não é preciso chegar tão depressa, porque eu matei todos eles.
Passados dois minutos, chegavam à minha porta meia dúzia de carros de polícia, helicóptero e uma unidade médica com ambulância.
Eles pegaram os ladrões em flagrante. Um dos policiais disse:
-Pensei que tivesse dito que tinha matado todos. Eu respondi:
– Pensei que tivessem dito que não havia ninguém disponível.”

MORAL DA HISTÓRIA
A criatividade associada à calma nos faz agir da melhor forma

Seja a diferença

Paulo trabalhava em uma empresa há dois anos. Sempre
foi um funcionário sério, dedicado e cumpridor de suas
obrigações. Nunca chegava atrasado.
Por isso mesmo já estava há dois anos na empresa, sem
ter recebido uma única reclamação.
Certo dia, ele foi até o diretor para fazer uma
reclamação:
– Sr. Gustavo, tenho trabalhado durante estes dois
anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto
injustiçado. Fiquei sabendo que o Fernando, que tem o mesmo cargo que eu e está na
empresa há somente seis meses já será promovido ?!?…
Gustavo, fingindo não ouvi-lo disse:
– Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para
resolver e você poderá me ajudar. Estou querendo oferecer frutas como
sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca
de frutas. Por favor, vá até lá e verifique se eles tem abacaxi.
Paulo, sem entender direito, saiu da sala e foi
cumprir a missão. Em cinco minutos estava de volta.
E aí Paulo? – Perguntou Gustavo.
– Verifiquei como o senhor pediu e eles tem abacaxi sim…
– Quanto custa?
– Ah, Isso eu não perguntei…
– Eles têm abacaxi suficiente para atender a todo nosso pessoal? –
Quis saber Gustavo.
– Também não perguntei isso…
– Há alguma fruta que possa substituir o abacaxi?
– Não sei…
– Muito bem Paulo. Sente-se ali naquela cadeira e
aguarde um pouco. O diretor pegou o telefone e mandou chamar o novato
Fernando. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Paulo. Em dez minutos,
Fernando voltou.
– E então ??? – Indagou Gustavo.
– Eles têm abacaxi sim seu Gustavo. E é o suficiente para todo nosso
pessoal e, se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi
custa R$1,50 cada; a banana e o mamão custam R$1,00 o quilo; o melão custa
R$1,20 cada e a laranja custa R$20,00 o cento, já
descascada. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles
nos concederão um desconto de 15%.
Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo o
pedido. – Explicou Fernando.
Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o.
Voltou-se para Paulo, que permanecia sentado e
perguntou-lhe:
– Paulo, o que foi que você estava me dizendo?
– Nada, patrão. Esqueça. Com licença…
E Paulo deixou a sala…

“Se não nos esforçarmos em fazer o melhor, mesmo em
tarefas que possam parecer simples, jamais nos serão
confiadas tarefas de maior importância.”

“Todas as vezes que fazemos o uso correto e amplo da
informação, criamos a oportunidade de imprimir a nossa
marca pessoal.”

“Você pode e deve se destacar, até nas coisas mais
simples.”

BOM TRABALHO

 

O verdadeiro valor

Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor, que de tão sábio, era
sempre consultado pelas pessoas da região.
Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem
para conversar, desabafar e aconselhar-se.
– Venho aqui, professor, porque sinto-me tão pouca coisa, que não tenho
forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada
bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer
para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse:
– Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar-lhe. Devo primeiro resolver
meu próprio problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa falou:
– Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e,
depois, talvez, possa lhe ajudar.
– C… claro, professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez
desvalorizado e hesitou em ajudar seu an tigo professor.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz, e disse:
– Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que
pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo valor
possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda
o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu.
Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores.
Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto
pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem
ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar
que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara
de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma
moeda de ouro e recusav a as ofertas.
Depois de oferecer a jóia para todos que passaram pelo mercado, abatido pelo
fracasso, montou no cavalo e voltou.
O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o
anel, livrando assim seu professor das preocupações.
Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava.
Entrou na casa e disse:
– Professor, sinto muito, mas é impossível
conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata,
mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
– Importante o que disse, meu jovem… contestou sorridente. Devemos saber
primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.
Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e
pergunte quanto ele lhe dará por ele. Mas não importa o quanto ele ofereça,
não o venda… Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu- lhe o anel para examinar.
O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:
– Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais
que 58 moedas de ouro pelo anel.
– CINQÜENTA E OITO MOEDAS DE OURO! – exclamou o jovem.
– Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca
de 70 moedas, mas se a venda é urgente…
O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.
– Sente-se – disse o professor.
Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, falou:
– Você é como este anel, uma jóia valiosa e única, e que só pode ser
avaliada por um “expert”. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu
verdadeiro valor?
E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.
– Todos somos como esta jóia: valiosos e únicos, e andamos por todos os
mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você
de ve acreditar em si mesmo. Sempre!

“Ninguém pode fazê-lo sentir-se
inferior sem o seu consentimento.”
Eakis Thomas

O preguiçoso

Havia um homem muito preguiçoso, que vivia na penúria. Não tinha o que comer, mas não queria plantar. Ele pedia comida a todos na cidade e ninguém mais lhe dava nada. A situação estava cada vez mais difícil e ele morreu de fome. Na hora do enterro, chegou um kilo de arroz recém-colhido, enviado por uma alma especialmente caridosa. Parecia tarde demais. Ao saber disso, porém, o “morto”levantou-se do caixão e perguntou: – O arroz está com casca ou sem?
Ao perceber que o arroz ainda precisaria ser descascado, o morto decidiu: – Prossegue o enterro

 

O obstáculo no nosso caminho

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada.
Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.
Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais.
Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.
Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada.
Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.
A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.
O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu:
“Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição”.
“As estrelas brilham na escuridão”

O cego e o publicitário

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Pa ris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: “Por favor, ajude-me, sou cego”.
Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia
esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem
reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu: “Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras”. Sorriu e continuou seu caminho.
O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:
“Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la”.
Mudar a estratégia quando nada nos acontece… pode trazer novas
perspectivas.

AUTOR DESCONHECIDO

O carpinteiro e a casa

Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Contou a seu patrão sobre seus planos de deixar o serviço de carpintaria e construção de casas, para viver uma vida calma com sua família. Obviamente ele se ressentia da falta do salário mensal, porém , necessitava e merecia a tão sonhada aposentadoria. O proprietário da empresa lamentou o desligamento de um de seus melhores funcionários, entretanto considerou justa sua reivindicação.
Como última tarefa a desempenhar, o patrão solicitou a ele que construísse ainda mais uma última casa e então, poderia afastar-se da labuta diária.
O carpinteiro consentiu mas, com o tempo, percebia-se nitidamente que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e utilizou mão – de – obra e matéria – prima de qualidade inferior.
Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira!
Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro dizendo: esta casa é sua, é meu presente para você!
Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relapso! Agora, iria morar numa casa feita de qualquer maneira…
Assim acontece conosco.
Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais do que agindo, desejando colocar menos do que o melhor.
Nos assuntos importantes, não empenhamos nosso melhor esforço.Então, em choque, olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos…
Pense em você como um carpinteiro. Pense em sua casa. Cada dia você martela um prego novo. Coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente, pois da qualidade desta construção, depende diretamente o seu futuro!
A vida é um projeto de “faça você mesmo” !
A sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado.
Sua vida de amanhã é o resultado de suas atitudes e escolhas que fizer hoje.

O capitão

Estava o capitão do navio pirata na sua cabine, quando um marinheiro esbaforido avisou:

– “Capitão! Capitão! Dois navios inimigos no horizonte!”
E o capitão: – “Traga-me minha camisa vermelha!”
Depois de vestir a camisa vermelha, o pirata comandou a abordagem aos navios inimigos e depois de matar todos os tripulantes, tomaram de assalto os barcos saqueando tudo que puderam.
Dias depois, o mesmo marinheiro desce as escadas gritando: – “Capitão! Capitão! Três navios inimigos no horizonte”. E, novamente, o pirata pediu sua camisa vermelha e a mesma cena se repetiu: a batalha, os mortos e o saque.
Mais tarde, o marinheiro, todo cerimonioso aproximou-se do pirata e perguntou: – “Capitão, desculpe-me a ousadia, mas por que o senhor sempre pede a camisa vermelha?” E o capitão: – “Se eu for ferido na batalha, o sangue se confundirá com o vermelho da camisa, vocês não notarão que eu estou ferido e continuarão lutando com o mesmo vigor e empenho!”
O marinheiro afastou-se surpreso e orgulhoso do seu capitão e não deixou de exclamar: “isso é que chefe, aliás, chefe não, um verdadeiro líder-coach!”
Alguns dias depois, o mesmo marinheiro desce gritando “Capitão! Capitão! Seis navios inimigos no horizonte.” E o capitão: – “Traga-me minha calça marrom!